Mostrando postagens com marcador Animais Aquáticos / Aquatic Animals. Mostrar todas as postagens
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8 de jun. de 2016

O Inacreditável Polvo Dumbo! / The Unbelievable Dumbo octopus!

Image: Youtube video of EVNautilus
Photo: Unknown photographer, if you know, please tell us
 Parece um bichinho criado pela mente criativa de uma criança, mas não é. Os polvos conhecidos como Dumbo pertencem ao gênero Grimpoteuthis e são encontrados em pelo mundo todo em grandes profundidades de 3000 a 4000 metros, embora alguns tenham sido registrados a incríveis 7000 metros, o que faz dos polvos desse gênero os que são encontrados mais profundamente entre todas as espécies do mundo. O nome deriva dessas nadadeiras projetadas no topo de seu manto próximo aos olhos (usadas para impulsionar o animal enquanto nada) que lembram as orelhas do famoso elefante dos filmes da Disney. Embora sejam extremamente interessantes, não há muitas informações sobre eles ainda.

Eles pertencem à ordem Cirrina, que difere da maioria dos outros polvos por não usarem a propulsão da água para se locomover confiando apenas nas nadadeiras e braços como forma principal de locomoção, e também pelo fato de possuírem uma concha interna. Além disso, eles diferem de todos os outros polvos por engolirem as presas (pequenos crustáceos, bivalves, copépodes)  completamente inteiras, já que suas rádulas são reduzidas ou ausentes, impossibilitando o corte de pedaços menores.

Adaptados ao ambiente frio e alta pressão das profundidades abissais,  entre os braços eles possuem o manto como se fosse uma rede e é utilizado para derivar pela água, chamado de estilo-guarda-chuva, pois lembra um guarda-chuva aberto boiando na água (ver vídeo abaixo "balé do polvo").

Fêmeas dissecadas foram encontradas com ovos em diferentes estágios de desenvolvimento, o que indica que não há uma época específica para reprodução e elas podem por ovos sob rochas durante o ano todo. Os machos possuem um saco de esperma  modificado em um dos braços, que ele usa para introduzir os espermatozoides dentro do manto da fêmea. 

O tamanho da maioria das espécies varia entre 20 e 30cm, embora tenha sido encontrado um espécime de tamanho incomum medindo mais de 1 metro de comprimento. Não há dados suficientes sobre população para saber se eles correm algum risco de extinção, mas pela ampla distribuição catalogada até hoje estima-se que não existam ameaças. Esses animais não apresentam nenhum risco aos seres humanos.
Photo: Fisheries and Oceans Canada
https://media.giphy.com/media/118pNUM9rV3HRC/giphy.gif
It may look like an animal created by the creative mind of a child, but it is not. Octopuses known as Dumbo belong to Grimpoteuthis genus and are found all over the world at great depths 3000-4000 meters (9800 - 1300ft), although some have been reported to incredible 7000 meters, which makes the octopuses of this genus the ones that are found more deeply among all the world's species. The name derives from these fins projected on top of his mantle near the eyes (used to boost the animal while it is swimming) that resemble the ears of the famous elephant from Disney movies. Although extremely interesting, there is not much of information about them yet.

They belong to Cirrina order, which differs from most other octopuses for not using the propulsion of water to get around and relying on the fins and arms as the main form of locomotion, and also by the fact that they have an internal shell. Furthermore, they differ from all other octopuses by swallowing prey (small crustaceans, bivalves, copepods) completely whole, since their radula are reduced or absent, making it impossible to cut smaller pieces.

Adapted to cold conditions and high pressure from the abyssal depths, between the arms they have the mantle like a web and is used to drift through the water, called the umbrella-style drifting because it reminds an open umbrella floating in the water ( see video below "ballet octopus").

Dissected females were found with eggs in different stages of development, which indicates that there is no specific time to reproduction and they can lay eggs under rocks during all year round. Males have a sperm packet modified in one of the arms, which he uses to introduce the sperm into the female's mantle.

The size of most species varies between 20 and 30cm, although it was found an unusual specimen size measuring over 1 meter long. There are insufficient data on the population to know if they are at some risk of extinction, but the wide distribution cataloged to date it is estimated that there are no threats. These animals do not present any risk to humans.
Photo: Dr. Timothy Shank
Credit: Screenshot, Science Friday
Image: youtube
Photo: Unknown photographer, if you know, please tell us
Photo: Unknown photographer, if you know, please tell us

Fontes/Sources: Marine Bio / Aquarium of the Pacific / Hypescience
Postado por Thalita Morais

22 de mai. de 2016

A Alga Que Parece uma Pérola / The Algae that Looks Like a Pearl

Biologia-Vida | Photo: Gerardo Aizpuru
Parece uma pérola, mas não é. Lhes apresento A Alga-perolada (Valonia ventricosa), uma das espécies mais fantásticas do mundo. São marinhas e apesar do que você pode pensar, não é uma colônia de indivíduos: cada "bolha" dessas é um indivíduo de uma única célula que mede cerca de 5 cm de diâmetro, tornando essa uma das maiores células conhecidas. Habitam manguezais e em todos os oceanos em zonas tropicais e subtropicais e conseguem viver e fazer fotossíntese mesmo em meios com pouca incidência solar. São muito estudadas, pois seu tamanho celular incomum permite boa observação da passagem de água e moléculas pela membrana. Elas podem ficar livres na coluna d'água ou presas ao substrato pelo rizoma.
Photo: S. Leyte
Photo: Elizabeth Lacey
It may look like a pearl, but it is not. I present to you the sea pearl alga (Valonia ventricosa) one of the most fantastic species in the world. They are marine and despite what you may think, is not a colony of individuals: each "bubble" of these is one individual of a single cell measuring about 5 cm in diameter, making this one of the largest cells ever known. They inhabit mangroves and in all oceans in tropical and subtropical areas and can live and make photosynthesis even in environments with little solar incidence. They are very studied because its unusual cell size allows good observation of the passage of water/molecules through the membrane.They can be free in the water column or attached to the substrate by rhizome.
Photo: Josef Juchem
Photo: Zully (no original link found)
Sources: Ocean Portal / Marine Species
Postado por Thalita Morais

16 de mai. de 2016

A bela Estrela-do-mar-real / The Beautiful Royal starfish

Biologia-Vida | Photo: Mark Walz
Estrela-do-mar-real (Astropecten articulatus) é um animal que faz valer seu nome, tendo cores vivas roxo e laranja embelezand a areia em que seja encontrada. 

Vive normalmente ao longo da costa sudeste dos Estados Unidos, é um animal carnívoro se alimentando de pequenos moluscos que são capturados pelos braços da estrela e levados à boca, onde são engolidos inteiros; após engolir a presa inteira, a Estrela-do-Mar-Real regurgita partes duras não digeríveis como conchas pela própria boca, já que não possui ânus, ou seja, o animal se alimenta e excreta tudo pela mesma abertura, ECA! 

Os braços medem de 2 a 9 centímetros, e seus pés ambulacrais são diferentes da maioria das estrelas, uma vez que não possuem a ponta modificada em ventosas e são arredondadas ou pontudas.
Photo by Julie from Raising 3 Knights and A Princess
Royal starfish (Astropecten articulatus) is an animal that is makes uo to it's name, with beautiful vivid purple and orange colors and embellishing the sand where it is found. 

 It is usually found along the southeast coast of the United States, is a carnivore animal, feeding on small molluscs, which are captured by the arms of the star and into the mouth, where they are swallowed whole. After swallowing the prey whole, the Royal starfish regurgitate indigestible hard parts like shells by his own mouth, as it has no anus, which means the animal feeds and excretes everything from the same opening, YUCK!  

The arms span from 2 to 9 centimeters, and their ambulacrais foot are different from most of the stars, since the tip does not possess modified cuckers and are rounded or pointed.
Photo:Alan Cressler
Source:  Encyclopedia of Life / The Featured Creature
Postado por Thalita Morais

4 de set. de 2015

Uma água-viva luminescente! / A luminescent jellyfish

Biologia-Vida | Photo: Alexander Semenov
Photo: Alexander Semenov
 Água-viva Capacete-Rosa (Aglantha digitale) encontrada em mares do norte e norte dos oceanos Atlântico e Pacífico. Têm o corpo (umbrela) em forma de sino, com cerca de 80 minúsculos tentáculos na base, que auxiliam no momento de nadar e na alimentação. Mede cerca de 20mm, se alimenta de pequenos crustáceos e organismos planctônicos (como microalgas) e essas estruturas brancas penduradas em seu interior são as gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas).
Photo: Alexander Semenov
Photo: Alexander Semenov
Pink helmet jellyfish (Aglantha digitale) found in northern seas and the on north of Atlantic and Pacific oceans. They body (umbrella) is bell-shaped, with around 80 tiny tentacles on the basis that assist in swimming and feeding. Measures about 20mm, feeds on small crustaceans and plankton organisms (such as microalgae) and these white structures hanging inside are the gonads, organs that produce sex cells (gametes).
Photo: Alexander Semenov
Sources: Marine species / Animal Diversity Web
Postado por Thalita Morais

25 de jun. de 2015

Estrela do mar azul / Blue starfish (Linckia laevigata)

Biologia-vida | Photo: Ted and Miki
Photo: Deep Sea Images
Estrela do mar azul (Linckia laevigata) encontrada nos Oceanos Pacífico e Índico, próximo a Polinésia, em águas com temperatura entre 22ºC a 26ºC. Elas se alimentam de pequenos vertebrados, escavando na areia do fundo, e invertem seu estômago, começando a digestão da comida antes de ingerir; são animais solitários e extremamente sensíveis a mudanças climáticas e acidez da água. Sem a presença de um cérebro, elas se orientam através da alta sensibilidade que possuem a luz e toque.
Photo: Francesco De Marchi
Pés ambulacrais que as estrelas ultilizam para se locomover, enchendo os tubos de água e se prendendo no substrato através das ventosas | Ambulacral feet hat stars use to walk, filling the tubes with water and holding to the substrate through suction cups. Photo: Wing Yan Yuen
Blue starfish (Linckia laevigata) found in Pacific and Indian Oceans, close to Polynesia in waters with temperatures between 22ºC to 26ºC. They feed on small vertebrates, digging in the sand at the bottom and reverse their stomach, starting the digestion of food before swallow; they are solitary animals and extremely sensitive to climate change and acidity of the water. Without the presence of a brain, they guide themselves through high sensitivity to light and touch.
Photo: Cairnsgbr
Photo: flickker photos
Sources: Animal Diversety Web / Live Aquaria
Postado por Thalita Morais

20 de dez. de 2014

O pulo magnífico das Arraias / The magnificent leap of the Stingrays

Biologia-Vida | Photo: Unknown photographer

Photo: Florian Schulz 

Estes animais conseguem pular até cerca de três metros para fora d'água dependendo da espécie, e ainda batem suas aletas (nadadeiras peitorais) no que parece ser uma tentativa de planar, e então caem novamente na água. Ainda não se sabe ao certo o motivo de tal comportamento, mas acredita-se que seja uma forma de se comunicar com outros indivíduos de sua espécie, já que o impacto de seu corpo na água pode ser ouvido a quilômetros de distância; também poderia ser uma tentativa de fugir de predadores ou afugentá-los, uma forma de remover parasitas ou apenas uma forma de diversão.
Manta-rei (Manta birostris) que pode pular nove metros para fora d'água
Giant Oceanic Manta ray (Manta birostris) that can jump up to about 30 feet out of the water
Photo:
Dan Dzurisin

Photo: Gregory R. Mann
These animals, which can reach up to twenty two feet around 3.2 wide, can jump up to about nine feet out of the water, and even flap their fins in what appears to be an attempt to soar, then fall back into the water. Nobody knows for sure the reason for such behavior, but it is believed to be a way to communicate with others of their kind, as the impact of its body in the water can be heard miles away; it could also be an attempt to escape predators or scare them away, a way to remove parasites or just an innocent kind of play.

Raia Ticonha ou gavião-do-mar (Rhinoptera bonasus)
Cownose ray (Rhinoptera bonasus)
Photo: Gabriela de Souza Fernandes

Biologia-Vida
 

Sources: IUCN  / Florida Museum of Natural History  / Oceanário  / Biology of sharks and Rays
Postado por Thalita Morais

14 de set. de 2014

Momento único: o nascimento de uma arraia! / An unique moment: the birth of a stingray!

 

 As arraias fazem parte de um grupo chamado Chondrichthyes, que incluem tubarões e quimeras; os ovos destes animais, também chamados de bolsa de sereia, são bem diferentes do que estamos acostumados: retangular, ele tem projeções em tubo que saem pelos quatro cantos, por onde a água passa para chegar até o embrião levando oxigênio e nutrientes para finalizar seu desenvolvimento. Além disso, essas projeções prendem o ovo ao substrato, impedindo que ele seja levado pela corrente e que o ovo acabe sendo enterrado na areia.
Photo: Diana Castillo

Stingrays are part of a group called Chondrichthyes, that includes sharks and chimeras; the eggs of these animals, also called mermaid's purse, are very different from what we are used to: rectangular, it has projections on tube at the four corners, through which water passes to reach the embryo, carrying oxygen and nutrients to finalize it's development. Moreover, these projections hold the egg to the substrate, preventing it from drifting and that from being buried in the sand.
Photo: Colm

Photo: Xtylee
Sources: Biodiversity Explorer  / NUPEC / Prof. Dr. Paulo de Tarso da Cunha Chaves (Meu professor de faculdade que ministrou a aula sobre Chondrichthyes)
Video by Mylene Edith Seguel Fuenzalida

Postado por Thalita Morais

Lesma do mar encapuzada / Hooded sea slug (Melibe Leonina)

Biologia-vida | Photo: Thomas Vignaud
Lesma do mar encapuzada (Melibe leonina) encontrada pela costa da América do Norte, é um nudibrânquio um tanto diferente: a parte frontal dele é toda modificada com tentáculos, o qual ele usa para capturar suas presas. Com seus corpo todo transparente, é possível ver com perfeição todas as suas estruturas internas, como as ramificações do sistema digestivo que parecem árvores em suas costas. Se alimenta de pequenos crustáceos e moluscos e secreta uma substância tóxica para se proteger de predadores.
Photo: Underwater Paparazzi
Photo: Jens Troger
Hooded sea slug (Melibe leonina) found through the coast of North America, is a nudibranch somewhat different: the front part of it is modified with tentacle, which it uses to catch its prey. With his whole body transparent, you can see perfectly all its internal structures, such as the ramifications of the digestive system that look like trees in his back; it feeds on small crustaceans and molluscs and secrete a toxic substance to protect themselves from predators.
Photo: Ashley Hauck
Photo: Australian Museum
Sources:  Terence Gosliner / Louise R. Bickell/ Montebay AquariumEncyclopedia of Life
Postado por Thalita Morais

13 de set. de 2014

"Peixe-pênis" / Chinese penis fish (Urechis unicinctus)

Biologia-vida | Photo: Wade (vagabondjourney.com)
"Peixe-pênis" (Urechis unicinctus), encontrado no Pacífico Norte, na realidade não é um peixe, como seu nome popular indica, mas sim um verme marinho do filo Echiura. Estes animais se alimentam através de uma probóscide (tipo de “tromba”) bem pequena; apesar de serem comparados com minhocas, não possuem o corpo segmentado em anéis e são muito apreciados na culinária chinesa.
Photo: Unknown photographer
Chinese penis fish or fat innkeeper worm (Urechis unicinctus), found in the North Pacific, it is not really a fish, as its common name indicates, but a marine worm of the phylum Echiura. These animals feed through a very small proboscis (kind of a "snout"); although compared to earthworm, they do not have segmented bodies into rings and are highly prized in Chinese cuisine.
Photo: Unknown photographer
Photo: Unknown photographer

Sources: Sciencedirect /   Marine Species
Postado por Thalita Morais

9 de set. de 2014

Peixe-leão listrado: uma obra de arte aquática! | Clearfin lionfish: an aquatic work of art!


Biolgoia-Vida | Photo: The High Fin Sperm Whale
 Peixe-leão listrado (Pterois radiata) encontrado no Oceano Pacífico e no Indiano; são animais noturnos, passando a maior parte do dia escondido em fendas nas rochas  e pequenas cavernas, saindo apenas a noite para se alimentar de pequenos invertebrados, como caranguejos. Ele possui espinhos nas barbatanas que causam um dor considerável, mas são utilizados apenas para defesa.
Photo: Guamreelife
Clearfin lionfish  (Pterois radiata) found in the Pacific and Indian Ocean; are nocturnal animals, spending most of the day hiding in rocky crevices and small caves, emerging only at night to feed on small invertebrates such as crabs. It has spines on the fins causing considerable pain, but are used only for defense.
Photo: Tony C. Ward

Sources: AquaFlux  / LiveAquaria  / Twisted Siftr
Postado por Thalita Morais

Peixe-remo, o maior peixe ósseo do mundo / Giant Oarfish, the world's largest bony fish

Biologia-vida | Photo: unknown photographer

Photo: unknown photographer

 Peixe-remo (Regalecus glesne), considerado o maior peixe ósseo do mundo, podendo chegar até 12 metros de comprimento,pode habitar águas de profundidades de mais de mil metros. Antigamentre era acredito ser um monstro marinho, devido seu tamanho e o fato de ser raramente visto; ele se alimenta de pequenos peixes e seu principal predador é o tubarão. Ainda é um animal muito misterioso para a ciência, por não ser muito avistado
 Giant Oarfish (Regalecus glesne) considered the world's largest bony fish, can reach up to 39 ft. in length, inhabits waters with depths over 3,281 ft. Formerly, it was believed to be a sea monster because of its size and the fact that it is rarely seen; it feeds on small fish and their main predator is the shark. Is still a mystery to science, for the fact that is not much seen.
Photo: unknown photographer

Source:  Daily Mail / Arkive.org / NMFS / Australian Museum
Postado por Thalita Morais