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20 de jun. de 2016

Os Inacreditáveis Sapos-de-Vidro / The Unbelievable Glass Frog


Biologia-Vida | Photo: Jaime Culebras
   Esses são daqueles animais difíceis de acreditar que existirem de tão lindos e incríveis! 
Algumas espécies dentro da família Centrolenidae possuem a pele do ventre translúcida, tornando possível ver os órgãos internos do bichinho, o que lhes concedeu o nome popular "Sapos de vidro". Coração, intestinos e demais vísceras ficam completamente nítidas no corpo desses animais; a parte dorsal varia de cor entre verde claro e verde escuro. Alguns membros dessa família também possuem os ossos verdes, resultado de um sal pigmentado excretado pela bile.
    A maior parte dos Centronídeos são pequenos (33mm), com uma única exceção que é a espécie Centrolene gekkoideum que pode chegar a 77mm. Eles vivem nos topos da árvores, e os ovos são deixados em pedras ou folhas sob os cuidados dos pais. Quando os girinos saem, eles caem diretamente em poças ou rios diretamente abaixo das árvores e se enterram no substrato abaixo.
    Vivem apenas na região úmida neotropical, com maior diversidade nas encostas dos Andes, bem como na Costa Rica e Panamá. Existem 3 gêneros dentro da família, com cerca de cem espécies.
Biologia-Vida | Photo:  Robin
Photo: Alejandro Arteaga
     Thses animals are so beautiful and incredible that is hard to believe they even exist!Some species within the family Centrolenidae have the belly skin translucent, making it possible to see it's internal organs, which gave them the popular name "glass frogs." Heart, intestines and other viscera are completely clear in the body of these animals; the dorsal part varies in color between light and dark green. Some members of this family also have green bones, the result of green bile salts. 
   Most Centrolenid are small (33mm), with one exception that is the species Centrolene gekkoideum that can reach 77mm. They live in the tops of trees, and the eggs are left in stones or leaves under the care of parents. When the tadpoles come out, they fall directly in pools or rivers directly below the trees and get buried in the substrate below. 
  They live only in the humid neotropics, with the greatest diversity on the slopes of the Andes, as well as in Costa Rica and Panama. There are three genera within the family, with about a hundred species.
Photo: Mark Mandica
Photo: Unknown Photographer, if you know please tell us
Photo: Jonathan Sequeira
Postado por Thalita Morais

13 de jun. de 2016

Você não vai acreditar nas cores (e perigo) desses sapos! / You will not believe the colors (and danger) of these frogs!

Dendrobates azureus | Photo: Brando Alms
     Até quem não gosta de sapos tem que admitir que essa família de anfíbios é fantástica! Parecendo um verdadeiro arco-íris,  os animais da família Dendrobatidae possuem exuberantes cores fortes que deixam um recado claro: não me comam, sou tóxico; essa característica é chamada de aposematismo e é presente em diversos animais, inclusive algumas espécies de joaninha. E o aviso não é para menos: essas espécies são altamente venenosas, inclusive um dos animais mais tóxico do mundo pertence à essa família, o sapo dourado da espécie Phyllobates terribilis, cuja pele possui uma glândula que libera alcalóide lipofílico, um veneno forte o suficiente para matar cerca de 10 seres humanos por falência multipla dos órgãos. Os alcalóides são obtidos através da alimentação de alguns artrópodos (ácaros e formigas) que alimentam-se de plantas que contém alcalóides.
   Esses animais são encontrados somente na parte tropical e úmida da América,  entre a América Central até a região Sudeste no Brasil, e algumas tribos indígenas da região utilizam esses sapos como arma, esfregando sua pele nas pontas de seus dardos e deixando-as cheias de veneno para poder caçar, o que fez com que algumas espécies ficassem conhecidas como sapos-ponta-de-flecha. Depois que eles conseguem a presa, eles cozinham a carne, para neutralizar o veneno do sapo da carne antes de comer. Apesar de ser necessário ingerir o animal para que o ser humano acabe envenenado, manuseia-se eles com cuidado e luvas, pois se houver algum ferimento pode ocorrer acidentes. Os índios manipulam esse animal cuidadosamente com folhas.
   São animais diurnos, com poucos predadores naturais já que apenas indivíduos com adaptações para sobreviver ao veneno conseguem se alimentar deles, como é o caso da serpente Leimadophis epinephelus. Os ovos são terrestres e quando eclodem os pais transportam os girinos nas costas até a agua, onde eles possam terminar o desenvolvimento.

Ranitomeya imitator 'Varadero' |  Photo: Jason Brown
Adelphobates quinquevittatus | Photo: Renato Gaiga
  Even those who do not like frogs have to admit that this family of amphibians is fantastic! Looking like a real rainbow, the animals in Dendrobatidae family have exuberant bright colors that give a clear message: do not eat me, I'm toxic; this feature is called aposematism and is present in many animals, including some species of ladybirds. And the warning is for real: these species are highly poisonous, actually one of the world's most toxic animals belong to this family, the golden-dart-frog species Phyllobates terribilis, whose skin has a gland that releases ipophilic alkaloid, a poison strong enough to kill around 10 people for multiple organ failure. They get the alkaloids from eating some arthropods (mites and ants) that feed on plants containing alkaloids.
   These animals are found only in tropical and humid part of America, from Central America to the Southeast region of Brazil, and some Indian tribes of the region use these frogs as a weapon, rubbing their skin on the tips of their darts and making them full of poison to be able to hunt, which has made some species to be known as Dart-Poison Frogs. Once they get the prey, they cook the meat to neutralize the poison before eating.     
    Although it is necessary to swallow the animal for humans to be poisoned, peoples handle them carefully with gloves since any injury can result in an accident. The Indians manipulate the animal thoroughly using leavessince only individuals with adaptations to survive the poison can feed on them, such as the snake Leimadophis epinephelus.  They have their eggs on land and when they hatch the parents carry the tadpoles back to the water, where they can finish the development.
Oophaga histrionica blue (saddleback) | 

Dendrobates tinctorius | Photo:
Ranitomeya variabilis | Photo: Dr. John P. Clare

 
Ameerega silverstonei | Photo: Evan Twomey

(Excidobates mysteriosus | Photo: Durrell
Oophaga histrionica |

Oophaga histrionica quebrada vicordo |


Ranitomeya vanzolinii | Photo: Herp-science
Oophaga pumilio | Photo: Thomas Ostrowski
Dendrobates captivus | Photo: Evan Twomey
Phyllobates terribilis | Photo: John P. Clare
Biologia-Vidaimage credit: frogandtoad
Fontes/Sources: Herpetofauna / Amphibian web / Animal Diversity Web 
Postado por Thalita Morais

8 de set. de 2014

Perereca cinza (Hyla versicolor) albina! / Albino gray tree frog (Hyla versicolor)

Biologia-Vida | Photo: Snakes at Sunset

Photo: Snakes at Sunset
 Já viu um anfíbio tão cor de rosa? Essa é uma Perereca cinza (Hyla versicolor) com uma condição genética que a torna albina. Embora esses animais, encontrados naturalmente na América do Norte, se alimentem principalmente de insetos e larvas, eles podem se tornar canibais, comendo outros de sua espécie caso eles sejam menores. A cor normal desta espécie varia em tons de cinza com manchas que ajudam na camuflagem, mas alguns indivíduos, por possuírem albinismo (sendo portanto desprovido completa ou parcialmente de melanina, pigmento responsável pela coloração do corpo) são mais claros, variando entre o branco e essa cor rosada, o que na natureza é fatal, pois não conseguem se camuflar e se tornam presas fáceis, por isso animais albinos normalmente são encontrados em cativeiro.
Photo: Snakes at Sunset
Ever seen a frog so pink? This is a gray tree frog (Hyla versicolor) with a genetic condition that makes it albino. Although these animals, naturally found in North America, usually feeds on insects and larvae, they may become cannibalistic, eating others of their kind if they are smaller. The normal color of this species varies in shades of gray with spots that help camouflage, but some individuals, thanks to  albinism (therefore completely or partially devoid of melanin, the pigment responsible for the coloration of the body) are lighter, ranging between white and this pinky color which is fatal in nature, because they can not camouflage themselves and become easy prey, so albino animals are usually found in captivity.

Photo: Snakes at Sunset
Photo: KammeKammo
Sources: Amphibians and Reptiles of North Carolina  / Animal Diversety Web / Amphibia Web 
Postado por Thalita Morais

7 de jul. de 2014

O "monstro" gigante do rio: Salamandra-japonesa-gigante / Giant "monster" of the river: Japanese giant salamander (Andrias japonicus)

Biologia-Vida | Photo: Matt Alt
Um "monstro" gigante assustou japoneses, ao sair do rio Kamogawa.
A Salamandra-japonesa-gigante (Andrias japonicus), considerada o segundo maior anfíbio do mundo (perdendo apenas para a chinesa 'A. davidianus'), pode chegar até quase dois metros de comprimento; são animais com hábitos noturnos, se alimentando de peixes e pequenos anfíbios. Ela foi encontrada em Kyoto, no Japão, e assustou muitas pessoas que chamaram a polícia, sem ter certeza de que animal se tratava. Essa espécie está quase ameaçada de extinção devido a construção de barragens que acabam fragmentando seu território. Apesar disso, muitas pessoas dão importância ao animal com leis de proteção e tem até mesmo seu próprio festival no país oriental.

Uma outra salamandra nos braços de Brady Barr, herpetólogo do National Geographic. Another salamander in the arms of Brady Barr, National Geographic herpetologist.
Photo: National Geographic Channel
A giant "monster" scared Japanese when it climbed out of Kamogawa River. The Japanese giant salamander (Andrias japonicus), considered the second largest amphibian in the world (only loosing to the Chinese 'A. davidianus'), can reach up to nineteen feet in length; these animals are nocturnal, feeding on fish and small amphibians. It was found in Kyoto, Japan, and scared many people who called the police, for not being sure what kind of animal it was. This species is near threatened with extinction due to construction of dams that end up fragmenting its territory. Nevertheless, many people give importance to the animal with protection laws and it even has its own festival in the eastern country.
Photo: Smithsonian's National Zoo
Photo: Joel Sartore/National Geographic Creative
Sources: Amphibia Web / Animal Diversity Web / IUCN Red List / Kyoto Journal
Postado por Thalita Morais

11 de abr. de 2014

"Perereca de olhos rubi" / Ruby Eyed Treefrog (Leptopelis uluguruensis)

Biologia-Vida | Photo: Daan de vos
"Perereca de olhos rubi" (Leptopelis uluguruensis) endêmica da Tanzânia; as cores variam entre verde, azul claro/escuro, marrom, e algumas possuem manchas brancas e/ou amarelas no dorso. É uma espécie vulnerável à extinção, devido a perda de habitat.©

Photo: Danté Fenolio
Ruby Eyed Treefrog (Leptopelis uluguruensis), endemic to Tanzania; colors range from green, light/dark blue, brown, and some have white and/or yellow spots on the back. It is a species vulnerable to extinction due to habitat loss.©
Photo: Aqualandpetsplus
Photo: Loïc Denes
Photo: tristan 92 amphibase
Sources: Geckologique / Arkive.org

Postado por Thalita Morais

25 de fev. de 2014

Perereca-manchada-Ponta-de-flecha / Spotted poison dart frog (Ranitomeya vanzolinii)

Biologia-Vida | Photo: Herp-science
Photo: Martin Hora

Não são simpáticas??   | Photo: Dendroboard

Photo: Mark Pepper
 Perereca-Manchada-Ponta-de-Flecha (Ranitomeya vanzolinii) encontrada no Brasil, Peru e Bolivia. Medindo cerca de 2cm, é uma espécie da família de anuros conhecida como rãs-ponta-de-flecha (Dendrobatidae); as cores fortes e diferentes padrões desses animais indicam seu alto nível de toxicidade (característica conhecida como aposematismo), o que faz com que predadores desistam de comê-las.

Spotted poison dart frog (Ranitomeya vanzolinii) found in Brazil, Peru and Bolivia, measuring around 0,8 inches, is a species of the anuro family known as poison dart frogs (Dendrobatidae); the strong colors and patterns of these animals indicate their high level of toxicity (feature known as aposematism), which makes the predators give up eating them.

Sources: Dendrobates.Org  / Amphibia Web
Posted by Thalita Morais

20 de fev. de 2014

"Perereca ponta de flecha verde e preta" / Black and green dart frog (Dendrobates auratus)

Photo: Ismael Chave 

Photo: Thomas Ostrowski

Photo: H. Krisp

"Perereca ponta de flecha verde e preta" (Dendrobates auratus), encontradas na América Central e do Sul. Animais venenosos, o seu veneno provém de sua alimentação, comendo geralmente formigas com os tecidos ricos em alcaloides. Quando criados em cativeiro e com uma dieta diferenciada, perdem a toxicidade.

Black and green dart frog (Dendrobates auratus), found in South and Central America. Poisonous animals, their venom comes from their food, usually eating ants that have high quantities of alkaloids in their tissues. When bred in captivity and with a differentiated diet, they lose their toxicity.

Via Project Noah
Posted by Thalita Morais